Depois de 3 meses sem publicar nada aqui (detox espontâneo), ouvi essa bela música num dia desses e senti vontade de trazer pra nós. Ela tem um campo de sentidos que me toca e me faz olhar o mundo atual com um pouco de pesar, mas também consciência, e como um chamado.
Aí conectei com outra coisa que chamou a atenção, que foi essa caminhada de 3700 km dos monges nos Estados Unidos (Walk For Peace), uma atitude que ecoou em vários lugares e pessoas, com uma mensagem de que a paz é um caminho, a ser caminhado, por cada um.
Eu não faço passeatas pelas paz, infelizmente, admiro quem faz desse jeito. Acho que minha passeata, ou a minha melhor contribuição pra isso hoje é A Grande Viagem (que é uma caminhada interior para a paz, vamos dizer assim). Acho que a paz começa com a paz individual, com o acalmar das confusões internas, com o encontro íntimo com quem somos – certamente foi assim com os monges.
De onde vem a capacidade de não falar mal de um irmão?
Só pode vir da percepção e compreensão profunda de si mesmo e do outro dentro da fraternidade real que existe entre nós.
Como alcançar a habilidade de não atacar quem não gostamos?
Só pode ser da verdade e da visão da natureza essencial de todos os seres (e do karma também, se tivermos um pouco de noção).
Como construir uma convivência possível e não a intolerância permamente?
Deve ser da percepção de que estamos envolvidos demais com a ignorância e da realização de que a vida de todos os seres é preciosa e finita.
Quem sabe a gente caminha para a paz.
“E nas asas da noite
conforme o dia vai raiando
Onde os sem voz se unem
num acordo silencioso
Usando palavras que você achará estranhas
E hipnotizado pela chama que eles acendem
Sinta os novos ventos da mudança
voando pela noite.”
Música: “On The Turning Away”
De Pink Floyd
Álbum: “A Momentary Lapse of Reason” (1987)
“Caminhada para a Paz”
walkforpeace.us
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