“All truly wise thoughts have been thought already thousands of times; but to make them truly ours, we must think them over again honestly, till they take root in our personal experience.”
~ Fausto, by Johann Wolfgang von Goethe
All truly wise thoughts
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3 replies on “All truly wise thoughts”
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O legal seria se este post fosse no estilo “Pedra da Rosetta”: primeiro este trecho de Fausto no original alemão, segundo este mesmo trecho em inglês, e aí viria depois o mesmo trecho em português…:-)
COMMENT:
chefia, isso é lindo, pois pra nós cá viver é experimentar e gravar no tempo…
Entrar na angústia do autor. Ler 1 espinosa e temer, junto a ele, um universo que prensa a liberdade toda hora. Ler 1 bergson e com ele fugir pruma liberdade metafísica quase idílica. Ler 1 William Blake e com ele desejar um sistema próprio para não ser controlado por outros… ler 1 matias aires e com ele sentir o cheirinho de bosta e amoníaco com seu metano&amônia que nossas ‘vaidades’ escondem por baixo dos perfumes franceses… é como o zé cesar magalhães jr. me ensinou quando estudamos juntos djornalismo na gasparzinho líbero: entrar no autor, via o método, via o modo de ele estruturar seu pensamento, entrar no autor e ser humilde o suficiente para simulá-lo dentro, não só da mente, que cuida da informação e dos jogos lógicos, mas no coração, orgão em que a carga emotiva dá vida, mesmo que abstrata, à informação dentro de nós. Não imagino melhor modo de consumir minha cota de tempo.
não é exatamente “entrar na angústia do autor”, é entrar na sua própria angústia, se ela houver. é vivê-la de forma legítima. (particularmente eu não quero viver a angústia de ninguém, quero viver as alegrias, as inspirações, as energias sublimes, e todas elas minhas.) a nossa experiência é tudo que há. se autores “vierem em nossa direção”, que venham, e se houver real (útil, bonita, verdadeira) atração, que pensemos seus pensamentos como nossos mais e mais, sem pensar q são deles, apenas graças a eles. e viver a sua própria verdejante árvore da vida.
Bonito seu modo de caminhar, sr. capitão deste barquinho em céu aberto; talvez por isso que eu viva pulando entre este blog e o blog da circunferência branca em quadrado preto pra curtir sossêgo e me lembrar do que não sei ainda. ;) Ah! a divina comédia sumérica que é a árvore da vida; tio Dante mandou avisar, “Osanna, sanctus Deus saboth, / superillustrans claritate tua/ felices ignes horum malacoth”. &só os paranóicos sobrevivem, dizia o mago junkie.
Cá em nosso caminho não sinto que queiramos só viver as coisas d´energia sublime. Também não sintimos que o que eu vivi&vivo&viverei é meu. É irritante em alguns momentos, mas não sou meu, nada mais é meu, estou 100% contido no universo-vivo – qual cartoon esquizóide que está contido numa folha de papel.
Sim, nossa experiência é tudo que há. A minha é tão sagrada e tão ridícula quanto a de qualquer outro ser bípede senciente amarrado ao tempo. Talvez por sentir o mundo assim que eu tenha chegando ao extremo de me tornar sem moral. Mas se todos caminhos levam a roma, um dia chego lá tb, pois aprendi que o tempo não nos consome, nós que o consumimos.
sobre as ‘angústias’, por exemplo, nenhuma das angústias que me moveram a buscar saídas delas mesmas caberiam na de um Matias Aires, um Bergson, um Spinosa – autores que quando leio sendo ‘cheio de mim’ acabo não sentindo-os vibrar aqui dentro, saca? No caso de Bergson achando-o até água com açúcar&partículas de purpurina. Já um Blake tá servindo de aspirina pro espírito até hoje. Assim me abro para também encontrar a ‘angústia’ que moveu adolfinho a cagar no mundo lendo sua luta – por sinal, um ótimo manual pra quem curte programação mental em massa e só. Afinal, a empatia por algo bonito vem da beleza e o inverso é verdade para a tristeza. Esvaziar-se de si e abrir-se para a ‘angústia’ do vizinho (sem classifica-la como boa ou má) é o único modo de abraçar quem realmente necessita de um carinho. ;)
Enfim, só há uma certeza em nós: Nos autem cui mundus est patria, velut piscibus aequor. É isso.
Apaguemos o medo&vistamos a luz.
Amém.
gb
PS: o povo germânico geralmente tem a cabeça no lugar certo e o coração como seu apendice; essa coisa de ‘pensar’, ‘pensar’ e afins…