Como acontece de estarmos sem saber onde está nosso fogo no coração? Como acont

Como acontece de estarmos sem saber onde está nosso fogo no coração?

Como acontece de nos perdermos disso?

Como fazer para recuperá-lo?

Nosso fogo no coração começa a apagar cedo, quando entramos na escola infantil. É quando as crianças livres – e que nem sentiram direito ainda o gosto das pitangas – começam a obedecer a horários diários e a se conformar com aprendizados pasteurizados.

Na adolescência isso piora. É quando as crianças se transformam em jovens superadaptados a esse sistema. Quem não se adapta sofre com insatisfação, ansiedade e tensões, sem saber exatamente o que fazer, pois apesar de força ainda não tem sabedoria nem autonomia para tal. 

A entrada no mundo do trabalho é a estaca final, o momento em que todos adotam uma das opções dadas pela máquina para ganharem seu dinheiro ou serem bem-sucedidos dentro de gaiolas. E mesmo que seu trabalho tenha alguma fagulha do fogo do seu coração, logo “o mercado” chegará para limitar essa labareda à chama de um palito de fósforo, que funcione para as linhas de produção e consumo vigentes. A maioria nunca mais sai daí. 

A isso podem se somar outras conformidades como um casamento ou família tradicional, uma casa, hobbies aliviadores de gaiola, vidas paralelas, vícios e medicamentos para transtornos mentais.

O fogo no coração só sobrevive nos muito corajosos, naqueles com famílias conscientes e capacitadas a protegem esse fogo, ou em gente de personalidade forte e desperta.

Em alguns de nós esse fogo se reascende através de crises (como demissões, divórcios, acidentes, adoecimentos) ou através da tomada de consciência voluntária, a mais rara.

Mas é possível. Nestes últimos casos, é necessário um trabalho proposital que envolva consciência, compreensão, autoconhecimento e atitude. Não acontece ao acaso. 

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Reascender e trabalhar sobre o fogo do próprio coração está no itinerário da nossa Grande Viagem do Autoconhecimento. Ninguém merece uma vida conformada com menos do que o fogo do próprio coração bem aceso. Nem o mundo se beneficia de chamas apagadas.

Que todos possam se beneficiar. 

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Foto: @annacarolinalyra ?

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#coração #propósito #missão #vocação #autenticidade #autoconhecimento

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13 Comments

  1. says: Tati Costa ?

    ??? muito mergulho para dentro para manter essa chama acesa. E tbm não apagar dos que caminham ao meu lado. Que possamos expandir essa chama. ??

  2. says: Lene Saldanha

    Texto lúcido…manter esse fogo aceso é tarefa árdua, mas quando a gente descobre que o alimento do fogo é o combustível constante, na medida certa, sem pressa, tudo ganha outra perspectiva. A chama não apaga. As vezes diminui, às vezes quer ser labareda., mas a gente só precisa aprender a alimentar o fogo. Com carinho. Com devoção ao coração. Obrigada pelo texto.

  3. says: Daniela Fregonese

    Manter a chama acesa
    no coração implica ouvir cada dia o que vem do coração, mas como você disse, nossa escuta foi interrompida e agora há tantas interferências. É preciso voltar para a base, deixar espaço e se abrir. Quando ouvimos o nosso coração, ouvimos o coração do outro, o coração do mundo inteiro! Uma alegria imensa que a segunda Grande Viagem está chegando ????

  4. says: Marise Ramos Farias

    Perfeito! Parece que toda a estrutura é construída para apagar esse fogo desde que nascemos. Alguns, com sorte, nascem em famílias que estimulam que esse fogo continue aceso, mas a maioria trabalha para que o fogo já nasça extinto. Por isso temos uma sociedade com tantos transtornos mentais!

  5. says: Maria Terêsa Borges

    Manter a chama acesa. Uma empreitada e tanto. Independente de tudo que nos cerca e nos impede. Nadar contra corrente sem perder de vista o Farol perdendo a luz da chama

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