A santidade que aparece da busca espiritual de cada um, segundo o Rabino Cook

“Quanto maior você é, mais precisa buscar por si mesmo. Sua alma profunda se esconde da consciência. Então você precisa aumentar a solidão, a elevação do pensamento, a penetração do pensamento, a liberação da mente – até que finalmente sua alma se revele pra você, cintilando algumas das faíscas de suas luzes.

Então você encontra a graça, transcendendo todas as humilhações ou quaisquer coisas que aconteçam, por alcançar a equanimidade, por se tornar um com tudo que acontece, por se reduzir ao ponto de anular sua forma individual ilusória, de anular a existência nas profundezes do seu ser. “O que somos nós?”. Então você conhece todo brilho de luz, todo raio de integridade que aparece em cada lugar.

Então você abraça tudo, sem ódio, inveja ou rivalidade. A luz da paz e uma ousadia selvagem aparecem em você. O desejo de agir e trabalhar, a paixão de criar e de reconstruir si mesmo, a aspiração por silêncio e pelo grito interior da alegria – isso tudo se une no seu espírito e você se torna santo”.

Rav Avraham Yitzchak HaCohen Kook (1865-1935)

Uma beleza essa passagem do rabino Abraão Isaac Kook. Embora tenha vários amigos judeus, não tenho nenhum conhecimento relevante do Judaísmo, da Torá ou mesmo do rabino Kook, mas senti algo luminoso nessa passagem e resolvi trazer aqui pra gente compartilhar.

Lendo e relendo o original em inglês, percebi que se nos atermos a algumas expressões, essa passagem pode ficar difícil e atravancada. Nosso raciocínio pode querer interromper e estranhar (o meu tentou, rs). Mas se lermos com a alma, de maneira fluida e deixando que mesmo as expressões confusas atravessem as resistências mentais, é possível perceber uma manifestação luminosa que tem precioso valor para qualquer buscador.

Sei que isso pode parecer exageradamente poético e pouco rigoroso, mas está ok. Nem tudo conseguirá ser passível de escrutíneo e dissecação. Nem deve ser. Nossa mente intelectual tem importância mas também tem limites que devem ser reconhecidos. Só aí será possível sentir o vento da sabedoria como o dessa passagem do Rabino Cook.

Contemplemos.

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