O que você esqueceu? “Você não é seu nome e sabe muito bem disso”: os discursos questionadores de Alan Watts [VÍDEO]

Pergunto-lhe: “O que você esqueceu?” Bem, não sei. Era para eu me lembrar? Não estou tentando te constranger, quero dizer que não é difícil. É completamente óbvio que você esqueceu. Você lembraria fácil, porque é tão óbvio. Qual é a coisa mais óbvia que eu esqueci? Quem você pensa que é? Como você responde a essa questão? Quem é você? Você responderia um nome? Diria, “Eu sou John Doe, eu sou Alan Watts”. Isso não é verdade. Isso é o que as pessoas lhe disseram que você era. Elas colocaram esse nome em você, e lhe induzem a se identificar com ele e se comportar como é esperado. Mas isso não é quem você é, você sabe disso muito bem.”
~ Alan Watts, “O Que Você Esqueceu?” (What Did You Forget)

Abaixo, um dos conhecidos discursos questionadores do filósofo zen britânico Alan Watts (1915-1973), onde ele pergunta o que nós seres humanos esquecemos durante a vida, mas que é “completamente óbvio“, numa inspiradora vídeo-montagem de 3min34seg com belíssimas imagens, traduzido e legendado por este blog via Amara. As legendas estão configuradas para aparecer automaticamente, mas, caso isso não aconteça, clique no link abaixo do vídeo e selecione “Brazilian Portuguese”, ou tente este link alternativo.

Obs.: Partes desse discurso estão no livro Eastern Wisdom, Modern Life: Collected Talks: 1960-1969, by Alan Watts.

//////////

More from Nando Pereira (Dharmalog.com)
Qual é (a lei que regula a humanidade)
It is the law of love that rules mankind. Had violence, i.e....
Read More
Join the Conversation

8 Comments

  1. says: Gilmar

    Ramana esclarece bem isso. O “que” e quem”. A maioria de nós confunde diuturnamente o quem com o que. Me considero teórico bem atrasado, e, apesar disso, aceito na minha existência diária, ainda que desastrosamente, que se não fazemos ou conseguimos a conexão com o “que”, naturalmente o “quem” assume todas as brejas. E este ego, que aqui todos sabem bem, trapaceia e nos encanta de várias formas. O pior é que aplaudimos tais asneiras. – Caramba, até quando?

Leave a comment
Deixe uma resposta para GilmarCancel comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *