1 minuto com o “viver ultrapassa qualquer entendimento” de Clarice Lispector, no bosque dos Guarantãs (VÍDEO)

“Renda-se como eu me rendi
Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei
Não se preocupe em entender
Viver ultrapassa qualquer entendimento.”
~ Clarice Lispector

Homenagem bonita e singela aos 92 anos de Clarice Lispector, completados no dia 9 de dezembro deste ano, feitas pelo diretor Lucas Bonafé e a atriz Kelly Figueiredo, no Bosque dos Guarantãs, em Campinas (SP). O vídeo dura apenas um minuto mas é bastante o que um minuto pode conter: contém o poema descrito acima e uma colagem com momentos da atriz fazendo uma jovem com espírito livre, brincalhão, bailarino, quase infantil, evocando a expressão autêntica e sem ensaios desta vida que admirava Clarice. A música é uma bela versão de “Where’s My Mind“, do Pixies, pelo pianista francês Maxence Cyrin.


//////////

More from Nando Pereira (Dharmalog.com)
“Ame a todos, Sirva a todos”, Sathya Sai Baba (1926-2011)
Para alguns, ele era apenas “aquele guru indiano de cabelo grande”, mas...
Read More
Join the Conversation

8 Comments

  1. says: julio

    Pois então! E por qual razão não poderia eu descer ao fundo do meu poço, se no fundo do meu poço posso estar comigo mesmo?
    Dizer que viver vale a pena ou que vale a pena a vida é uma pena.
    Viver ainda é um grande milagre e tudo que temos são esses fleches.
    E por incrível que pareça, com mais ou menos sensibilidade já passam de 7 bilhões de almas
    de uma só alma Anima-Mundo, Mônada Universal, ou ainda com reverência expressão de Alaya a

    1. says: julio

      a Grande Mãe no verso com a Ciência do Pai.
      Realmente a vida é apenas a vida e falar dela me encanta e prende até atrás de um teclado.
      Mas de repente o encanto de falar dela é por saber que há todos e todas no presente do verbo SER e ESTAR.
      Louvado seja Deus Pai, Mãe e Filho!!!

  2. says: Monica Facó

    Muitas vezes a minha angustia de viver encontra abrigo nas palavras de Clarice; assim a transformei em uma “amiga do peito”. Apaziguar-me com a existência é uma busca constante e sem fim, e nos instantes que lá chego tenho minha grande amiga a me interpretar além de qualquer entendimento: “Estou caindo numa tristeza sem dor. Não é mau. Faz parte. Amanhã provavelmente terei alguma alegria, também sem grandes êxtases, só alegria, e isto também não é mau. É, mas não estou gostando muito deste pacto com a mediocridade de viver.”
    À Clarice Lispector todas as honras do entendimento da angústia!

Leave a comment
Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *