Economia Sagrada: 12min para compreender o milagre de uma nova economia, por Charles Eisenstein [VÍDEO]

Economia Sagrada” (Sacred Economy) é um curta-metragem de 12min baseado no livro homônimo do filósofo e escritor americano Charles Eisenstein e protagonizado com ele, que mostra um panorama visionário da situação da economia atual e da humanidade no planeta, onde a acentuação das crises seria a demonstração da falência inevitáel de um sistema insustentável até mesmo para quem vinha se beneficiando dele até agora. Com vários insights e raciocínios ricos sobre como produzimos o momento atual, com acelerada exploração baseada numa simples economia do dinheiro, Eisenstein defende uma economia baseada nos propósitos verdadeiros de cada pessoa, numa “economia do dom“, que exigiria uma reversão de vários mecanismos da economia atual. “Temos que criar um milagre na Terra, algo que é impossível fazer com a velha compreensão de mundo, mas possível a partir de uma nova”, diz ele.

Charles Eisenstein e Ian Mackenzie, diretor deste vídeo, já foram assunto de posts aqui Dharmalog. O diretor Ian Mackenzie é o autor do belíssimo vídeo “Occupy Movement: Show Me Your Face“, um manifesto emocionante vindo do movimento Occupy que pode ser visto no post “OccupyLove em 3min, para os 100%: “Amor é o que aparece quando oferecemos nosso rosto ao outro“, e o filósofo Charles Eisenstein é o protagonista do vídeo “The Revolution is Love“, que pode ser visto no post “A ascensão da humanidade, por Charles Eisenstein: a crise sistemática é o fim da infância humana na Terra“.

O video está em inglês mas possui legendas em português, que precisam ser ativadas e selecionadas clicando no ícone junto aos controles do vídeo, “Turn on captions“.

Abaixo, um trecho transcrito do vídeo:

“A tarefa à nossa frente é a de alinhar o dinheiro com a expressão verdadeira de nossos dons. Isso requer um mecanismo muito diferente para a criação e a circulação de dinheiro. Inclui coisas como remuneração negativa, que reverte os efeitos da usura. Inclui coisas como a internalização dos custos, de modo que não possamos continuar a poluir para que alguém ou as gerações futuras paguem o custo. Inclui um dividendo social: compartilhar a riqueza proveniente do que deveriam ser bens comuns — a terra, aquíferos, nossa herança cultural. Inclui a relocalização de muitas funções econômicas. (…) O que será necessário para nos deslocarmos do sistema monetário atual? Bem, o sistema monetário atual cada vez mais funciona menos bem. O crescimento somente pode ser mantido a custos cada vez mais altos. Mesmo grandes esforços não podem fazer com que a economia continue a crescer tão rápido quanto necessário para que o sistema funcione — e isso cria mais miséria. As pessoas simplesmente não podem suportar mais. Mesmo as pessoas no topo, mesmo os ganhadores dessa competição artificialmente induzida tampouco estão felizes. Tampouco está funcionando para elas. Portanto, penso que veremos uma série de momentos de crise, cada uma delas mais severa que a anterior. E a cada momento de crise teremos uma escolha coletiva: desistimos do jogo e juntamo-nos ao povo? Ou agarramos ainda mais firme? Depende realmente de nós determinar em que ponto esse despertar acontecerá.”
~ Charles Eisenstein, em “Economia Sagrada”

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Compartilhado por Karla Vaidyaratna Mattos.

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8 Comments

  1. says: Clície Maria Covizzi Alvarez

    Este para mim foi o mais lindo post do Dharmalog.
    Creio realmente no que ele fala, e vejo na sua proposta o único caminho que teremos que seguir, se quisermos ser uma nova humanidade vivendo na Terra, em harmonia com o Todo. Só o amor fará isso – uma nova ordem econômica e social.

    1. says: Nando Pereira

      Só pelo fato dele ver um caminho desses já é um alento brilhante. Nenhuma visão que mantenha o capitalismo chega perto dessa evolução possível (?).

  2. says: offshore bank account

    Tinha 16 anos quando conheceu D. W. Griffith que lhe deu seu primeiro papel no cinema. As personagens de Mary eram crianças ou adolescentes e a atriz logo transformou-se na “Namoradinha da América”.

  3. says: Nelson Avila

    Parece que veio na hora certa, momento que parei ja para pensar no que quero para minha vida, para minha reciclagem como pessoa. Concordo que do jeito que esta, com esse sistema capitalista doentio, nao faz mais sentido trabalhar trabalhar e trabalhar cada vez mais sem saber para que. Tudo precisa de um sentido e um proposito maior, so podemos falar em evolucao quando desapegarmos de tudo isso que nos foi imposto e que nao traz nunca a tao vendida e comprada felicidade, que se transformou tambem, em um produto.

    1. says: Nando Pereira

      Não faz mais sentido, Nelson. Quem tem opção, tem que optar. Quem não tem, tem que tentar construir. E assim vamos abrindo caminho.

      Saudações!

  4. says: norma7

    Urge acordarmos de nossa amnésia e lembrarmos que nós nos vemos em cada pessoa e em cada coisa. E que cada atitude demonstra “Quem Realmente Somos”, principalmente para nós mesmos.

    A maioria está esperando por essa mudança. Estamos sempre falando sobre isso, mas o que ‘eu’ estou fazendo ? Tais como:
    “1. consumir menos e começar a ser mais auto-suficiente. 2. retorno à natureza, o nosso recurso mais valioso e fonte de inspiração. 3. Aprenda a viver o momento presente e eliminar os conflitos que surgiram de eventos passados ​​e parar de se preocupar com o futuro. 4. Fique de olho em sua própria contribuição a esta loucura. 5. Questionar tudo. 6. Ser livre!”

    Eu gostei muito do emprego da palavra “sagrada” no título dessa “Economia Baseada em Recursos” (Dons)), porque: Esse é o caminho. A direção certa. “A revolução é Amor”.

    E quando uma nova ideia é instalada num ambiente, a vibração muda. E se mudamos uma frequência… temos poder aí.

    É onde escolho pôr a minha Fé!

    Paradise ir Oblivion (legendado) Paraíso ou Ruína
    (segue a mesma linha que o vídeo da postagem e alerta: “Fomos ensinados a temer tudo que é novo”)
    http://youtu.be/KphWsnhZ4Ag

    Caso queiram ler o livro on-line em espanhol ou em inglês:
    http://sacred-economics.com/read-online/

    Grata e Boa Sorte!

    +++
    Há, digamos, uma ‘chateação’ (para mim) que a minha mente resgatou, sõ para implicar (rs), ao ver o vídeo:
    É o último livro de Aldous L. Huxley – “A Ilha” de 1962 (anos dos Hipies e da Guerra do Vetnã).

    A Ilha é um romance de idéias, uma utopia, contraponto instigante para todos os que refletem sobre os rumos que a humanidade vem trilhando – e se preocupam com eles. (repito: é de 1962)
    Resumo:
    “Pala” é a tradução mais próxima do Paraíso que podia haver sobre a Terra. Aproveitando o que há de melhor das culturas ocidental e oriental, sua população virou as costas para a corrida tecnológica, o progresso material, as futilidades. Em lugar disso, as pessoas se dedicam às coisas do espírito, ao prazer do corpo, à vida plena. Na contramão da civilização, conseguem ser felizes. Mas sobre esse mundo ideal paira sempre a ameaça do contato com o exterior e seu potencial de destruição.

    E o comentário de 2001 (?)

    “Quando a “libertação” mostrar sua outra face, quando Pala revelar sua identidade com Rendang-Lobo, haverá choro e ranger de dentes. Mas, como aconteceu com a geração de 60, nenhum dos autores da tragédia reconhecerá suas culpas: cada um deles se proclamará um idealista traído pelos rumos imprevisíveis da História e, revigorado pelo sentimento de inocência, tirará da cartola um novo projeto de “mundo melhor”.

    Aldous Huxley escreveu este livro para nos advertir da culpa monstruosa que se oculta por trás da inocência dos idealistas.”

    (Mas, eu escolho acreditar. E como li numa pixação, semana passada: Vou fundar um país contigo, vai se chamar Estamos Unidos – Nac♥)

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