Um manifesto pró-compaixão, que “todos temos mas que está paralisada”, por Joan Halifax (VÍDEO)

A compaixão, uma das mais preciosas mensagens carregada por Buda e seus discípulos, é o tema dessa palestra forte e engajada da monja zen-budista Joan Halifax, fundadora do Upaya Zen Center de New Mexico (EUA), no TED Talk – “Compaixão e o verdadeiro significado da empatia”. Citando o Mahabaratha, invocando Avalokiteshvara (o arquétipo budista da compaixão), e parafraseando o Dalai Lama, que diz que “amor e compaixão são necessidades e não artigos de luxo”, Joan faz um verdadeiro manifesto pela compaixão. Fala da sua experiência de mais de 40 anos com pacientes terminais e das suas conclusões a respeito da natureza do sofrimento, de como o ser humano é naturalmente compassivo, mas que cada vez menos possui condições de exercê-la, por causa da epidemia do medo, da indignação moral e da pena, que “paralisa nossa capacidade de compaixão“. O vídeo segue na íntegra abaixo (13min19seg), com legendas em português feitas pela TED Translator Community.

“(…) Quando trabalhei no sistema prisional, isto ficou claro para mim: que muitos de nós nesta sala, e quase todos os homens com quem trabalhei no corredor da morte, as sementes de sua própria compaixão nunca foram regadas. Na verdade essa compaixão é uma qualidade humana inerente. Está lá, dentro de cada ser humano. Mas as condições para que a compaixão seja ativada, seja despertada, são condições específicas.”
~ Joan Halifax

OBS.: A palestra foi realizada no evento TEDWomen, ou seja, um evento do TED que possui um enfoque mais dirigido às mulheres, e por isso a palestrante se dirige de maneira mais objetiva às mulheres e à participação feminina no resgate da compaixão – e talvez também por isso acredito que tenha havido as reclamações nos comentários (na página do TED Talk) sobre um possível feminismo ou exclusivismo dela, mas que não acredito que tenha acontecido.

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4 Comments

  1. says: mirna grzich

    Magnifico, conheço Joan há mais de 25 anos, desde quando ela criou o Ojai Institute. Não sabia da sua trajetoria como bodisatva, trabalhando com os segmentos mais carentes da sociedade- os prisioneiros e os terminais. que vida cheia de significado!

  2. says: Norma

    Assisti, como um diamante da Rede de Indra, durante 13’e 19″, um polido diamante falando para toda Rede, em pleno exercício do seu inerente Estado de Buda.
    Grata pela oportunidade.

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